Uma Fábula para Guilherme Briggs e Felipe Neto

Escrito por Pablo Peixoto em 16.03.2011

Como vocês devem saber, ontem rolou uma disse-me-disse envolvendo a hi-social media da internet. O dublador Gulherme Briggs ficou meio chateado com o vlog do Felipe Neto sobre dublagens e mandou uma carta que foi respondida pelo vlogger.

Bla, bla, blá à parte, falei algumas coisas via twitter que acho que precisam de uma melhor explicação. E como contar uma caso é melhor que ficar fazendo teoria, vou explicar tudo o que aconteceu com uma bela fábula. Vamos lá.

Um dia uma Capivara que fazia várias vozes mineiríssimas estava passando na margem do rio quando deu de cara com uma cobra. Levou um susto a princípio, onde já se viu? Que perigo!

-Calma, disse a cobra, eu só estou procurando ajuda para atravessar o rio. Tu és tão grande nadadora e reconhecida entre os teus. Tua posição de liderança em tua espécie é notória e estava imaginando que podias me ajudar.

A Capivara pensou, relutou, pensou novamente e arriscou:

-Mas tu não vais me picar?

-Sou tua amiga, não vês? Preciso de ti.

A Capivara pensou novamente. Fitou mais uma vez aquela criaturinha magrinha de cabelo espetado e óculos escuros.

-Não podes mesmo me fazer mal, ainda mais se estou a ajudar-te…

Assim fez, a Capivara colocou a cobra em sua anca e pôs-se a atravessar a corrente.

Foi quando  no meio da travessia, sem nenhum aviso, a cobra abriu a mandíbula e cravou suas presas nas costas da Capivara, aplicando todo seu veneno.
A Capivara assustada e confusa perguntou em desespero:

-Mas, por quê?

E a cobra ainda teve tempo de responder antes que ambos se afogassem.

– Ora, sempre soubeste que eu era uma Cobra…


MORAL DA HISTÓRIA: As Cobras ladram e as Capivaras pastam.

ATENÇÃO: A Cobra e a Capivara são somente personagens e não correspondem às suas pessoas reais.