A culpa é do mineiro

Escrito por Pablo Peixoto em 18.02.2010
Ou: primeiro Guarapari, depois o mundo.

(Atenção, este texto não passa de uma flamebait ordinária e possui clichês e estereótipos que podem ofender pessoas desavisadas)

A polêmica do dia, (ai meu São Warhol, já estamos falando em polêmica do dia?) foi uma duelo entre paulistas e cariocas.

O que aconteceu é que nas vésperas do carnaval, o jornalista Paulista André Forastieri, escreveu um texto, bem cafajeste, à moda dos cariocas, onde espinafrafa o jeito “cara” de ser do carioca e elogiava o jeito “mano” de ser dos paulistas. Mais do que nunca, diversos blogueiros cariocas se revoltaram criticando a opinião do jornalista.

Hoje, passados os dias de carnaval, porque afinal, carioca que se preze não vai ficar por aí escrevendo durante o carnaval, o editor do Digital Drops e gente-boa da blogsfera, o carioca Nick Ellis escreveu uma contundente réplica. Nick, escreve um texto sério e centrado, bem à moda dos paulistas, apontando toda a estupidez do texto de Forestieri.

Bem, porque eu haveria de colocar a mãe nesse vespeiro? Primeiro porque esse blog não presta, segundo porque, meus amigos, o problema do Brasil não são paulistas nem cariocas e sim, os malditos mineiros que planejam governar o país, num regime ditatorial de torresmo, queijo minas e linguiça.

Os mineiros são recalcados com São Paulo porque caíram do pau-de-arara que vinha do nordeste e ficaram prá trás. Os mineiros são revoltados com os cariocas porque, o único mar que possuem é o Ita-mar. Os mineiros infiltraram Fernando Gabeira em Ipanema e a estátua-espiã de Carlos Drummond de Andrade em Copacabana.

Durante anos, os mineiros vêm secretamente sabotando as amistosas relações entre seus vizinhos de sudeste, seja anexando periodicamente as praias do Espírito Santo, ou jogando os apolíneos paulistas contra os dionisíacos cariocas.

São Paulo faz Rock? Faz. Um rock urbano de contestação. Rio faz rock? Claro que sim, um rock rabo-de-saia cheio de ginga.

Minas faz Jota Quest e o Sepultura. Nada pode ser mais roquentrol, confuso e bizarro que isso. Mais que o túmulo, Minas é o Kinder Ovo do Rock. O gosto é ruim e a surpresa que vem não compensa o preço que você paga.

O mineiro vem sistematicamente definhando a Nossa Língua Portuguesa, sequestrando as vogais das palavras bem debaixo dos nossos olhos. Porque? Como se sabe, sem vogais os baianos não conseguem fazer música, impedindo qualquer reação vinda do nordeste à invasão mineira.

No seu projeto de imperialismo, ou seria “mprlsm” os mineiros têm um plano secreto de substituir todos os substantivos de nossa língua por “Trem”. Como paliativo, as locomotivas a vapor serão chamados de “Coiso”.

Alguns mineiros comprometidos com a conquista: o Rei Pelé, o Imortal Alencar, o Et de Varginha e o irresistível Zé Mayer: Precisa falar mais alguma coisa? Conquistar = Zé Mayer!

Portanto, Forastieri e Ellis, cuidado é com os mineiros, os grandes culpados pela situação. Como diriam os Gaúchos: mineiro come quieto, mas quando dá, grita que é uma maravilha.

Pablo Peixoto e mineiro e acredita que o deboche é o argumento dos fracassados.



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