Prostitwitter: O sexo nas redes sociais

Escrito por Pablo Peixoto em 17.06.2009

Nos últimos 15 minutos a manchete na websfera é (parodiando Tom Zé) “pecadoras invadiram a rede social Twitter, armadas de rouge e batom”. Como esse blog não podia perder a oportunidade de comentar o assunto vamos analizar o fenômeno. Esse é o “Pérolas para Porcos Verdade”.

Semana passada, @dani_luxo, a primeira usuária assumidamente garota de programa entrou na rede já com as quatro patas na porta. Oferecendo fotos suas nua para quem divulgasse seu perfil.
“Vamos animar esse twitter…se derem 50 Rts nessa foto, eu mostro um pouquinho + bj ”

Não deu outra, a sutileza foi tanta que o perfil bombou, a menina ganhou milhares de seguidores e o assunto entrou de vez em puta pauta.

A menina tirou a roupa pra fazer crescer o twitter

Não é de hoje que o internauta procura a rede atrás de sexo. Como referência, podemos lembrar que mesmo no paleolítico MirC os canal #sexo ou #sex eram os mais povoados por hordas de jovens garotos querendo sexo e de garotos se fingindo de mulheres querendo sexo. Daí surgiram os primeiros blogs que falavam de sexo, que viram uma porta escancarada (!) e um público alvo sedento (!!) por um pouco de diversão manual.

Uma comparação entre “sexo” e “jesus” no Goolge prova o desvio dessa juventude.

Com o aumento da transmissão de dados, esses blogs começaram a oferecer, fotos, vídeos e até filmes pornográficos inteiros pela internet, colecionando milhões de acessos.

A relativa privacidade que se tem na internet favorece este comportamento, uma vez, como num baile de máscaras veneziano, você pode ser quem quiser, se relacionar com quem quiser e continuar mantendo, no dia seguinte sua vida normal, como se nada tivesse acontecido. Claro que pesa o fato de que você pode ser julgado primeiro por sua personalidade e só depois pela sua cara de carne estragada. Os casados ou comprometidos adoraram, os Nerds que já não comem ninguém no real ganharam sua chance no virtual.

Em 2005 a primeira starlet de programa surgiu a partir da internet. Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha (lembram?) encerra seu blog onde contava casos de seus clientes (ética profissional às favas), se aposenta e lança-se como escritora fazendo um puta (!!!) sucesso.

Depois disso veio à tona o site de relacionamento Orkut, que todos sabem, começou bem, mas também descambou para a putaria. Invadido por uma multidão de pessoas querendo fazer tudo, menos amigos, no Orkut explodiram comunidades voltadas ao sexo, perfis falsos e álbuns de fotografias picantes, tornando-se assim, impossível visitar uma comunidade qualquer sem topar com algum desesperado na tentativa de comer alguém.

O site Cocadaboa escreveu uma vez uma notícia falsa, onde apresentava um imaginário Sexcut, uma rede social só pra quem quer arranjar um parceiro sexual. Como resultado, a página falsa do Sexkut recebeu milhares de acessos e inscrições. Mesmo sendo obviamente fake. Depois a brincadeira virou verdade e foi criado realmente um sexkut voltado somenta ao sexo casual.

Agora vemos o debut (!!!!) de Dani, a primeira prostitwitter do Brasil, colocando o sexo novamente no topo dos topicos. Mas não se enganem, este não é um caso isolado, é uma tendência. Se não me engano André Dahmer um dia escreveu que quando o Twitter se tornasse uma ferramenta para fins sexuais, como virou o Orkut, este seria o início de seu fim. Se ele estava certo, esta é a primeira trombeta do apocalipse.

Não se engane, essa moça pode esconder uma trombeta!…
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Update: O leitor e psicanalista Lázaro Freire usou a área dos comentários para fazer uma minuciosa análise do comportamento da Dani Luxo e desconfia que seja tudo um golpe. Vale a pena ler.

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